Diz-nos o Prof. Jaime Nogueira Pinto sobre os princípios antropológicos da «direita» e da «esquerda»:«A direita, porque não vê o homem como um ser naturalmente bom, é céptica quanto à sua possibilidade de criar modelos perfeitos e é até céptica quanto à perfectibilidade dos modelos. Apesar de acreditarem no aprefeiçoamento gradual através de melhores instituições, os pensadores e os homens de Estado «de direita» não costumam prometer o paraíso terreno, já porque não o crêem possível, já porque nem sequer o acham desejável. A utopia [a esquerda] - ou seja, a contra-cidade acabada, em que um sistema jurídico-institucional pensado por filósofos generosos e posto em execução por idealistas e homens de boa-vontade, põe termo, ad aeternum, aos «males do mundo», à fome, à doença, ao conflito, às contradições - está nos antípodas do pensamento «de direita».»
Em suma, antropológicamente podemos assim associar à «direita» a visão pessimista e à «esquerda» a visão optimista.
In «A Direita e as Direitas» editado por Difel
