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29/06/2010

O último suspiro

Se havia coisa que me fascinava verdadeiramente, era a forma como os vilões, e até os heróis, morriam depois dum duelo feroz ou dum tiro rápido e certeiro.

Toda a "encenação" da morte (a dor... o grito... o revirar dos olhos... a queda lenta e acrobática...) deixava-me na expectativa assolado por uma pergunta: "será que morreu mesmo?"

E muitas das vezes a resposta à minha pergunta vinha em forma dum suspiro, ou da tentativa de alcançar a velha pistola caída a seu lado ou até nas frases claras antes do último suspiro.

Passados tantos anos depois de se terem deixado de fazer esses verdadeiros clássicos de entretenimento, que tantas vezes aluguei no videoclube, e proporcionaram momentos de "cóbóiáda" com a família em frente à televisão, voltei a ter a ter a mesma sensação: com o jornal 24horas!

Parece que, com tiro dado, o grito de dor, o revirar dos olhos e a queda lenta e acrobática, veio a última frase... e diga-se, uma frase que diz tudo sendo que se pode resumir a isto: Com o fim do jornal 24horas entrámos no caos! Morreu um Justiceiro!

Neste momento, a velha pergunta volta a ocupar a minha mente: "será que morreu mesmo?"

28/06/2010

Má notícia para a ficção nacional


A ficção nacional, que depende cada vez mais das estações de televisão para continuar viva face à importação de séries, novelas e filmes, têm hoje mais um revés.

O meio de ficção que sempre apostou na devassa e exposição das vidas pessoais, roçando a zona de "reality shows", e na intriga disfarçada de jornalismo, tem hoje a sua última edição: o jornal 24horas.

A ficção nacional fica, (só) a partir de amanhã, mais pobre. E o Jornal SOL ganha mais leitores... Resta-nos ainda "o Diabo"...

Aproveite-se, desde já, para instaurar uma Comissão de Inquérito na Assembleia da República para averiguar qual a implicação do Governo... qual Governo qual quê... aproveite-se, desde já, para instaurar uma Comissão de Inquérito na Assembleia da República para averiguar qual o papel de José Sócrates no encerramento deste pseudo-jornal, deste pasquim que tanto nos entreteve.

Sem qualquer ponta de ironia ou escárnio, desejo sinceramente toda a sorte aos jornalistas (aos verdadeiros jornalistas, porque certamente havia por lá) que trabalharam neste caderno de entretenimento, esperando que em futuras publicações jornalísticas encontrem linhas editoriais sérias que correspondam à essência do que é o Jornalismo.

08/02/2010

O caso das escutas e o plano secreto!


Jornal Sol, TVI, Correio da Manhã, Felícia Cabrita, Moura Guedes e até Paulo Rangel, o pequeno capacho, andaram todos a alar em torno do tal plano do Governo e de José Sócrates para se apoderar dos órgãos de Comunicação Social mas nenhum deles conseguiu revelar os contornos desse desígnio.
Até ao Parlamento Europeu o pequeno Rangel (e não me refiro à estrutura física) levou hoje este malévolo plano mas sem conseguir apresentar o quando, o porquê ou o como - isto vindo dum eurodeputado eleito por um partido cujo líder, há muito pouco tempo, defendia que os orgãos de comunicação deviam ter alguém que controlasse as notícias que publicavam (curiosa ironia!?).

Pois bem, em primeira mão, digo: Yes I Can!... isto é, eu consigo ir mais além do que todos eles e estou em condições para revelar qual é o verdadeiro objectivo e como pensava o Governo conquistar o controlo sobre a Comunicação Social portuguesa (CSp)!... e verifico que tem mais tentáculos que um polvo... Berlusconi ao lado disto não passa de um aprendiz!

Aqui vai a primeira bomba: aquilo que os órgãos de comunicação, já sob a alçada deste Governo ditatorial, ainda que duma forma ténue, anunciam como a descoberta duma alegada base da ETA em Portugal não é verdade!
Aquilo que a GNR descobriu em Óbidos fazia parte duma base logística, isso sim, para tomar conta da CSp. A ramificação do Governo português vai ao ponto de pressionar o Governo espanhol para corroborar a versão de que aquilo fazia parte duma base etarra.
Esta influência estava bem congeminada não fosse, e foi aí que eu vi o alcance da coisa, a discrepância entre a carga explosiva anunciada pelo lado português (500Kg) e pelo lado espanhol (1.500Kg)... uma ligeira diferença de 1 tonelada revelou esta cumplicidade.
Mas não fica por aqui!

O desmantelar desta plataforma vem prejudicar e atrasar bastante a intenção do Governo, aliás, de José Sócrates, de extinguir todas as forças militares e policiais substituindo-as pela "Policia do Pensamento".

Depois de colocar no terreno esta Policia do Pensamento a controlar tudo e todos, e estou em crer que isto já estará um estádio avançado, senão vejam as declarações de alguns dirigentes sindicais, todos os Ministérios seriam extintos.
No seu lugar surgiriam novas organizações que manteriam a designação Ministério apenas para enganar os otários da UE - esses tipos que andam sempre a dormir e nem nunca perceberiam nada se não fosse o pequenino Rangel (começou por "pequeno", já vai em "pequenino", vamos ver onde pára...).

Assim passariam a existir o Ministério da Verdade (nome de código: Minivero), o Ministério da Paz (nome de código: Minipax), o Ministério da Riqueza (nome de código: Minirico) e finalmente o Ministério do Amor (nome de código: Minamor).
Ao primeiro caberia o controlo das notícias e divertimento (encabeçado por Pedro Silva Pereira); ao segundo a guerra (encabeçado pelo Prof. Augusto Santos Silva); o terceiro lidaria com finanças e economia (e aqui não sei que o lideraria, se o Prof. Teixeira dos Santos ou Vieira da Silva); finalmente, ao último caberia a responsabilidade da ordem e da lei (mais uma vez não me foi possível descortinar que tomaria conta desta organização)!

O culminar desta tomada de poder seria a mudança de designação de Primeiro-Ministro para Grande Irmão, do hino nacional e o lema de Portugal passaria a ser:

Guerra é Paz,
Liberdade é Escravidão,
Ignorância é Força.

Tudo isto só seria possível com a ajuda cirúrgica de duas medidas muito importantes e já em curso:
1ª - obrigatoriedade dos jovens permanecerem nas escolas até ao 12º ano;

2ª - a distribuição em massa de pequenos Magalhães e portáteis dos programas e-escola.

Estas medidas não seriam nada mais do que métodos de, de forma disseminada e inconsciente, introduzir mensagens nos cérebros dos jovens criando neles pequenos delatores de Guedrespo's, isto é, denunciando todos aqueles que são contra o Governo.

Porque este é o tão falado e ao mesmo tempo tão desconhecido plano do Governo e de José Sócrates para controlar a CSp, vos digo:
«Ao futuro e ao passado, a um tempo em que o pensamento seja livre, em que os homens sejam diferentes uns dos outros, e não vivam sozinhos - a um tempo em que a verdade exista e o que for feito não possa ser desfeito: Da era da uniformidade, da era da solidão, da era do Grande Irmão, da era do duplopensar - eu vos saúdo!»

Felizmente, temos políticos e empresas privadas que, de forma completamente desinteressada e imparcial, denunciam tamanhos atentados contra o Estado de Direito!
Um bem-haja!


Os mais atentos encontrarão neste relato semelhanças com a obra «mil novecentos e oitenta e quatro» de George Orwell, mas isso é pura... verdade!
Por muito que tente, não consigo desenvolver um nível de imagiação semelhante ao de alguma pseudo-imprensa e políticos da nossa praça.
Por isso tive que me "encostar" ao trabalho fantástico de Orwell para criar este pequeno texto de ficção (não devo andar muito longe do que fazem alguns pseudo-jornalistas).


Mas lá mais para a frente, talvez me consiga debruçar sobre este divertido tema de forma mais séria.


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