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06/05/2010

Quem é que acredita?

Sempre ouvi dizer "os professores querem ser avaliados, mas não querem é o modelo apresentado"!
E nunca acreditei!

Não generalizo mas há uma fatia considerável de professores que não querem mesmo, de facto, ser avaliados! Seja com que modelo for!
A começar pelos "professores" profissionais da Fenprof (alguns já nem se lembram o que é uma sala de aulas ou uma turma de alunos)!


«A Fenprof anunciou na terça feira que o Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Beja decretou uma providência cautelar no sentido da não consideração da avaliação de desempenho no concurso de colocação de professores, cuja fase de aperfeiçoamento das candidaturas termina hoje.»

A Fenprof, liderada pelo sedento de «guerra» (a palavra é dele) Mário Nogueira, e com sede na Rua Fialho de Almeida nº 3 - 1070-128 Lisboa, foi a Beja (pergunto-me porquê ir tão longe quando em Lisboa há tribunais?!) para interpor uma providência cautelar contra o concurso de colocação de professores só porque este leva em consideração a avaliação de desempenho.

Ora se um individuo, que não deveria estar à frente dum sindicato mas sim dum pelotão militar, vai de Lisboa a Beja para tentar parar um concurso só porque este leva em consideração a avaliação de quem concorre, de quem tem uma relação laboral (trabalho/objectivo em troca de remuneração), então tentem explicar novamente que os "os professores querem ser avaliados, mas não querem é o modelo apresentado"...

Mas quem é que ainda acredita neste individuo, que só está bem "guerra", quando tenta convencer a sociedade de que os professores querem ser avaliados?
Eu não acredito! E parafraseando a Sra. Manuela Ferreira Leite noutra situação: «Vê-se mesmo que estava a mentir»!

Também não acredito que todos os professores se revejam nas atitudes da Fenprof ou nos fetiches do Sr. Mário Nogueira.

... E é este individuo que se prepara para tomar o lugar de Carvalho da Silva na CGTP. Quando isso acontecer, a maior central sindical portuguesa, que toma já um caminho descendente, aterra de vez!

Sr. Nogueira: o PREC, esse, já lá vai! Deixe de defender os seus interesses (aspirações a pretender ser o que nunca será) e defenda os interesses da classe!
Mais e melhores professores onde o mérito é premiado! E para isso, uma avaliação de desempenho nunca poderá ser apenas um pro forma.

Já tresanda...

06/09/2009

Uma visão da educação

Não é minha, pois sou ligeiramente mais radical, mas é a do Mestre Luis Miguel Ferreira.
Expressou-a no Diário de Notícias em 3 de Setembro.

Entre vários pontos de vista e factos ali expressos, destaco a passagem sobre os argumentos demagógicos utilizados por alguns partidos:
«[...] muitos tendem a desvalorizar estes resultados, alegando que são "meras manipulações estatísticas" ou que são fruto de algum "facilitismo". Ora, dizer isso é o mesmo que dizer, antes de tudo, que os professores, nas suas escolas, nos seus conselhos de turma, fizeram batota. Dizer isto é, de facto, desvalorizar o trabalho diário desenvolvido pelos professores com os seus alunos, é ignorar o esforço dos que ensinam em melhorar o desempenho e as competências dos que aprendem, é menosprezar o empenho dos docentes na construção de uma escola pública melhor e mais eficaz na qualificação do País. Sugerir que houve facilitismo é pôr em causa o profissionalismo dos professores e só eles sabem o quanto tiveram de trabalhar mesmo numa altura em que várias mudanças iam surgindo na sua própria carreira, com as quais discordaram de forma frontal e generalizada.»

Para uma leitura completa, que recomendo, podem aceder por aqui.


26/08/2009

Educação, Reformas e Professores

Muito interessante o artigo de opinião da Sra. Helena Garrido no Jornal de Negócios de ontem (25/Agosto/2009).

«A contestação que o Governo teve - e tem, com o risco de ter perdido eleitores com esta reforma - mostra bem que as mudanças foram muito para além da maquilhagem. [...] A educação está manifestamente diferente e, com elevada probabilidade, melhor que há cinco anos. Os bons professores agradecem, os pais e alunos também. A prosperidade do País está nas mãos da educação.»

Aconselho a leitura e, naturalmente, a devida reflexão.

Está disponível aqui.

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