na integra:
«Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica, trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira voluntária. Acumulava trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma primeira explicação para a não conhecermos. Afinal, um jovem daqueles que frequentamos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar os holofotes. Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis; se é cantora, mostra o futebolista com quem namora; e se quer ser mesmo importante, é mandatário de juventude. Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão. Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela: "Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas piores alturas." Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar... Aconteceu: anteontem, Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar, cercada das chamas dos outros que foi apagar de graça. A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que, evidentemente, nem trato aqui. Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos. Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das Josefas que são o sal da nossa terra?»
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12/08/2010
26/02/2010
Tragédia na Madeira
Este pequeno excerto do programa Biosfera data de Abril de 2008.
Será que este vídeo mostra que há "adivinhos" ou (contrariando as palavras de Alberto João Jardim) que há, de facto, pessoas com «formação», que «percebem do que falam» e que afinal tudo o que ele construiu contribuiu para aquilo que ali (infelizmente) se passou.
Cada vez mais me convenço que, em contradição com o que diz AJJ, o que ali se passou podia ter tido menor dimensão não fosse grande parte das obras que ele ali realizou.
Continuam-se a cometer este tipo de erros sistematicamente. Penso que quem detém o poder terá que perceber que muitas das vezes as pessoas quando se mostram contra algumas das ideias ou concretizações não é só para serem do contra ou para embirrar. Alguns até percebem e sabem do que falam.
Vamos ver se desta vez alguém aprende alguma coisa. Que a desgraça das pessoas que ali padeceram ou que se viram despojadas dos seus pertences sirva, pelo menos, para alertar algumas consciências.
Hesito...
Será que este vídeo mostra que há "adivinhos" ou (contrariando as palavras de Alberto João Jardim) que há, de facto, pessoas com «formação», que «percebem do que falam» e que afinal tudo o que ele construiu contribuiu para aquilo que ali (infelizmente) se passou.
Cada vez mais me convenço que, em contradição com o que diz AJJ, o que ali se passou podia ter tido menor dimensão não fosse grande parte das obras que ele ali realizou.
Continuam-se a cometer este tipo de erros sistematicamente. Penso que quem detém o poder terá que perceber que muitas das vezes as pessoas quando se mostram contra algumas das ideias ou concretizações não é só para serem do contra ou para embirrar. Alguns até percebem e sabem do que falam.
Vamos ver se desta vez alguém aprende alguma coisa. Que a desgraça das pessoas que ali padeceram ou que se viram despojadas dos seus pertences sirva, pelo menos, para alertar algumas consciências.
Hesito...
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