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26/01/2016

Mi casa es su casa

E é isto, um resumo do novo Portugal: quintas, novelas e Marcelo (... vá, e bola também!).

Venha de lá, então, um reality show a partir de Belém para entreter a malta, que a malta quer-se ocupada: "E se houvesse uma TV Belém para o antigo comentador?"

... Está a parecer-me que a comunicação social vai querer, agora, começar a retirar do "Presidente" os seus dividendos depois de tantos anos de apoio e suporte ao "Comentador". Afinal o senhor já cá anda há muitos anos...



Capa revista "TV 7 dias", 26.01.2016 - dois dias depois das eleições presidenciais

24/03/2013

A parvoíce nunca se engana

«O sentimento que o homem suporta com mais dificuldade é a piedade, principalmente quando a merece. O ódio é um tónico, faz viver, inspira vingança; mas a piedade mata, enfraquece ainda mais a nossa fraqueza.»
(Honoré de) Balzac

Se dúvidas existissem de que Henrique Raposo gosta de pavonear características intrínsecas (suas) como a parvoícearrogância, mentira, mentira (já tinha escrito mentira?), ignorância ou burrice, a parte final do canto da idiotice no Expresso, reservado a este jovem, demonstra o quão energúmeno consegue ser (carreguem em cima da foto para ler melhor).

Um tipo que demorou 3 semanas (3 edições) a admitir que, mais uma vez, tinha dito uma aldrabices sem dizer se se tratou de um engano ou pura fanfarronice por lançar números que desconhecia (também conhecida como ignorância ou incompetência), mas que ao fazê-lo ainda consegue demonstrar um completo desrespeito por uma classe profissional (talvez venha a precisar deles um dia) e uma total assumpção de superioridade (pergunto-me como um tipo que se mostra conseguir ser um tipo rastejante e viscoso - desculpem-me os caracóis e lesmas pela analogia - pode alguma vez ser superior ao que quer que seja... nem em relação às pedras da calçada!).

À pergunta que quase todas as semanas me assola o pensamento só encontro uma resposta: este tipo, que não vale um cêntimo furado, só pode ter uma cunha muito grande (Rui Ramos?) ligada ao Expresso para poder continuar a escrever e publicar tanta asneira, ou, então, esta é uma política do semanário que dá espaço e liberdade de escrita mesmo àqueles que já mostraram que não têm qualquer competência para tal!

... no caso deste tipo, vou abrir uma excepção muito rara e contrariar Balzac: de Henrique Raposo, "coitadinho", tenho pena... muita pena! E este merece-a...

22/03/2013

... e o Rei vai nú!


«Por mais reduzida que seja a virtude que possuímos, julgamos sempre possuir bastante
Aristóteles

Diz-se que para fazer andar um asno, basta que se lhe acene com uma cenoura... às vezes tendo a concordar.

Sobre o tema do dia, o futuro espaço de opinião de José Sócrates na RTP, só posso dizer que não me surpreende a reacção do PSD e do CDS. Afinal são os mesmos que tentam impor à RTP um programa semanal sobre agricultura.
Quando a linha de orientação (no governo e a na AR) destes partidos roça o autoritarismo e totalitarismo, o "quero, posso e mando", sem respeito pelas regras básicas da democracia e pela lei, nada disto me surpreende.

Não consigo perceber o alarido sobre Sócrates quando no mesmo dia é anunciado Morais Sarmento na mesma condição, de comentador político, o individuo que há uns anos atrás, enquanto ministro de Estado e da Presidência, tentou acabar com a então Alta Autoridade para a Comunicação Social, só porque esta emitiu um parecer negativo sobre uma decisão do governo em relação à reestruturação da RTP (tomá-la de assalto, melhor dizendo) e sobre outros grupos de comunicação social.

Mais engraçado ainda são aqueles e aquelas que disto fazem um burburinho mas têm enormes dificuldades em conseguir apontar um, um só, um único dado concreto e fundamentado das acusações que fazem.

Em vez de tomarem atenção ao que realmente interessa, as pessoas distraem-se com pequenas coisas. Pior é quando as pessoas nem sequer se dão ao trabalho de ter uma opinião própria, pensada e fundamentada, limitando-se a "engolir" ideias já "mastigadas".

Por mim, como comentador político é muito bem vindo.

24/05/2012

A insustentável leveza da insistência

Num momento em que vemos ministros de Governos PSD envolvidos em histórias pouco transparentes com a comunicação social (e muito mal explicadas e com um desejo de que assim permaneça), acabamos por ter uma sensação de dejá vu se nos lembrarmos  do imbróglio em 2004 que levou Morais Sarmento a querer acabar com a Alta Autoridade para a Comunicação Social quando esta emitiu um parecer negativo sobre uma decisão para a RTP ou de Rui Gomes envolvido na trapalhada com a TVI e com Marcelo Rebelo de Sousa.
Mais recentemente vimos também o, na altura, candidato a um segundo mandato presidencial, antigo líder venerado no PSD, Aníbal Cavaco Silva a ficar inerte quanto aos atropelos à liberdade democrática e de expressão na Madeira perpetrados pelo líder, outro venerado, do PSD Madeira, Alberto João Jardim. Diga-se, de passagem, que ainda hoje esses tiques de autoritarismo e totalitarismo continuam evidentes sem que o já reeleito Presidente se digne a tomar qualquer medida pela defesa da democracia num Estado de Direito como (se julga ser) Portugal - parece que a intervenção activa prometida no discurso de tomada de posse só vigorou até Junho de 2011!
Em seguida vimos também a bipolaridade política (e ética) de Manuela Ferreira Leite que em território continental bradava, juntamente com Paulo Rangel, pela denuncia uma hipotética asfixia democrática enquanto elogiava o "bastião inamovível" que era o "bom Governo do PSD" na Madeira onde a democracia era regra, pedindo depois um mandato para suspender a democracia por 6 meses para "começar de novo".


Disseram-me os meus anos de estudo e alguns trabalhos, que fiz nesse período sobre o tema que, historicamente, existe e continuará a existir uma relação entre o espectro político e a comunicação social. São duas esferas que se alimentam uma da outra. Não se prevê, por isso, que este tipo relações venha a ter um fim próximo. No entanto, o que se espera desta relação é que mantenha um rigor ético e moral e até profissional em cada das suas áreas de abrangência.


O que assusta nesta linha de orientação do PSD, ou padrão de conduta, não é propriamente a sua relação com a comunicação social mas sim a sua interpretação e aplicação de conceitos como os de LIBERDADE, DEMOCRACIA e RESPEITO PELAS INSTITUIÇÕES...
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