Se havia coisa que me fascinava verdadeiramente, era a forma como os vilões, e até os heróis, morriam depois dum duelo feroz ou dum tiro rápido e certeiro.
Toda a "encenação" da morte (a dor... o grito... o revirar dos olhos... a queda lenta e acrobática...) deixava-me na expectativa assolado por uma pergunta: "será que morreu mesmo?"
E muitas das vezes a resposta à minha pergunta vinha em forma dum suspiro, ou da tentativa de alcançar a velha pistola caída a seu lado ou até nas frases claras antes do último suspiro.
Passados tantos anos depois de se terem deixado de fazer esses verdadeiros clássicos de entretenimento, que tantas vezes aluguei no videoclube, e proporcionaram momentos de "cóbóiáda" com a família em frente à televisão, voltei a ter a ter a mesma sensação: com o jornal 24horas!
Parece que, com tiro dado, o grito de dor, o revirar dos olhos e a queda lenta e acrobática, veio a última frase... e diga-se, uma frase que diz tudo sendo que se pode resumir a isto: Com o fim do jornal 24horas entrámos no caos!Morreu um Justiceiro!
Neste momento, a velha pergunta volta a ocupar a minha mente: "será que morreu mesmo?"
A ficção nacional, que depende cada vez mais das estações de televisão para continuar viva face à importação de séries, novelas e filmes, têm hoje mais um revés.
O meio de ficção que sempre apostou na devassa e exposição das vidas pessoais, roçando a zona de "reality shows", e na intriga disfarçada de jornalismo, tem hoje a sua última edição: o jornal 24horas.
A ficção nacional fica, (só) a partir de amanhã, mais pobre. E o Jornal SOL ganha mais leitores... Resta-nos ainda "o Diabo"...
Aproveite-se, desde já, para instaurar uma Comissão de Inquérito na Assembleia da República para averiguar qual a implicação do Governo... qual Governo qual quê... aproveite-se, desde já, para instaurar uma Comissão de Inquérito na Assembleia da República para averiguar qual o papel de José Sócrates no encerramento deste pseudo-jornal, deste pasquim que tanto nos entreteve.
Sem qualquer ponta de ironia ou escárnio, desejo sinceramente toda a sorte aos jornalistas (aos verdadeiros jornalistas, porque certamente havia por lá) que trabalharam neste caderno de entretenimento, esperando que em futuras publicações jornalísticas encontrem linhas editoriais sérias que correspondam à essência do que é o Jornalismo.
Um gráfico interessante disponibilizado no site da BBC News. Este diz respeito ao crescimento dos países na Zona Euro, mas paralelamente outros estão também disponíveis como da dívida, economia, desemprego e até as medidas para tentar sair desta crise.
Muito interessante para quem quiser fugir um pouco à intoxicação promovida por algumas figuras (e ex-figuras!) da política nacional e veiculada pela comunicação social.
Fomos, em tempos, capazes de passar tantos dos nossos hábitos e costumes ao Mundo, por isso creio que não seria difícil passar um pouco da nossa capacidade de auto-destruição do que é tradicional ao povo sul-africano para minimizar o impacto da vuvuzela: se somos capaz de destruir algo tão tradicional como a língua portuguesa, importando expressões e palavras estrangeiras, acredito que com menos esforço, na África do Sul, o "instrumento" poderia ser tradicionalmente transformado por forma a emitir um som menos incomodativo, irritante e prejudicial! ... irra!
Afinal, estão suspensas ou avançam?! ... é este o nosso jornalismo, é este o nosso "Quarto Poder". E que precisa duma grande limpeza! Mas quando os próprios profissionais da classe não fazem por "separar o trigo do joio"...
Porque a nostalgia está na moda, também eu manifesto a minha: "ahhh, que saudades do velho jornalismo"!
Aqui fica um link para quem gosta de jogos de tabuleiro, especialmente os mais antigos:
http://dreamwithboardgame.blogspot.com/
... revi aqui alguns jogos da minha infância... pena que os meus jogos não tenham sobrevivido ao tempo e à "mãos de criança"... Ainda bem que há quem tenha tido o bom senso de guardar estas memórias!!
Há 70 anos atrás era inaugurado um dos parques temáticos, na minha opinião, mais espectaculares em Portugal. Eu não estava lá, naturalmente, mas aquele espaço faz parte do meu imaginário infantil... tive oportunidade de o visitar há muito pouco tempo... e, como aconteceu quando o visitei como criança, adorei!
É um lugar a visitar tanto pelos mais velhos, um pouco de nostalgia não faz mal a ninguém, e pelos mais pequenotes que se vão divertir à brava! Conta actualmente com uma série de actividades para toda a família. A não perder!
Quando as bolsas andam num corrupio, as economias altamente instáveis e os governos a aplicar medidas de austeridade para aguentarem as suas finanças, é nas agências financeiras (empresas privadas) como esta que os mercados procuram regulação e pilares de confiança:
Este senhor diz ainda que «que o colapso do mercado imobiliário e a consequente crise foram de uma magnitude que "muitos de nós pensávamos ser inimaginável"»... Ainda bem que os relatórios que produzem (pena não sabermos quem são os seus clientes) se baseiam em previsões!