30/05/2010

The Best Party - O Melhor Partido

Pode parecer uma piada, mas não é!

Este é um vídeo de campanha do partido islandês chamado "Melhor Partido" (Besti Flokkurinn), fundado há 6 meses pelo comediante Jon Garr.
Concorreu às eleições locais na capital do país, Reykjavik, com a promessa de ter um Parlamento livre de drogas até 2020, toalhas grátis em todas as piscinas, um urso polar para o jardim zoológico e até uma Disneyland!!

E espantem-se: ganharam!!

Derrotaram o histórico Partido da Independência (fundado em 1929) que actualmente detêm o poder (em coligação) na Islândia.

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O "Melhor Partido" conquistou 34,7% do eleitorado contra 33,6% do Partido da Independência.

Ainda não se sabe se os vencedores irão assumir a vitória e, consequentemente, o cargo, ou se abdicarão para o PI.
Mais do que uma crença nas promessas deste partido, dizem os comentadores políticos locais, e faz todo o sentido, esta vitória representa um voto de protesto à actual governação da Islândia.

Há com cada um...




28/05/2010

Google Chrome - testes de velocidade

Eis alguns testes à velocidade do browser de Internet da Google, o Google Chrome:

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Derrube do poder político

Tudo serve para derrubar o poder político: calunia, escárnio, comissões de inquérito, golpes de Estado, atentados à bomba, atentados à coroa de flores...

Pois se não acreditam, ora aqui está a prova como o Presidente da Ucrânia foi vil e barbaramente atacado por uma terrorista coroa de flores. Bastou desviar os olhos por segundos...

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Será que haverá algum partido político ou organização em Portugal aproveite a ideia?


De volta ao processo da Globalização...

Quase uma semana sem serviço de Internet é obra!
Acontece... Mas agora estou de volta...



21/05/2010

O relógio

Quando ouço alguns partidos a bradar a todos que há 5 anos que andam a pregar para a desgraça de Portugal e que, ainda com algumas inverdades, omissões e mentiras, atingimos o ponto que todos eles haviam previsto, que nem Zandinga, lembro-me duma velha e grande verdade:

"mesmo um relógio parado indica a hora correcta duas vezes por dia"!


Lá demagogia há aos molhos... como o alecrim.


Vale a pena ler esta crónica:

«De facto, o crescimento das exportações de bens de 5% em Janeiro, 12% em Fevereiro e de mais de 20% em Março é em parte explicado pela alteração da estrutura de exportações e pela evolução que o País está a conseguir na conquista de novos mercados, fugindo à sina do baixo crescimento dos mercados europeus.

Os dados do primeiro trimestre para os bens e também para os serviços, e as indicações que já existem sobre a evolução em Abril, tornam inevitável que as instituições internacionais, que até há pouco tempo previam crescimentos das exportações portuguesas entre 1.3 e 3.8% em 2010, estejam a rever estes números.

A alteração da estrutura sectorial e dos mercados das exportações portuguesas pode ser o garante de um crescimento saudável da economia portuguesa em 2010, contrariando o efeito recessivo que as medidas de consolidação terão no segundo semestre. Mas, principalmente, a evolução da última década e meia e do primeiro trimestre de 2010 mostram que as crónicas sobre a morte da competitividade portuguesa eram claramente exageradas.
»



18/05/2010

Conlusão da CEIPAG na compra da TVI

A julgar pelo que tem dito os inquiridos, pelas palavras do "lone ranger" João Semedo e do "sheriff" Pacheco Pereira, a conclusão da Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar, à Actuação do Governo na compra da TVI será elaborada nos seguintes moldes:

º «Nós achamos...»

º «Nós cremos...»

º «É nossa convicção...»

º «Julgamos que...»

º «É possível...»

º «Imaginamos que...»

º «É provável...»

º «Talvez...»

Porque nem a própria Justiça foi capaz de o fazer, não me parece esta Comissão consiga fazer constar nessa conclusão a expressão (exigida) "ficou provado de forma cabal que..." ou "perante os factos e as evidências apresentadas conclui-se de forma inequívoca...".

Como dizia alguém (não consigo precisar quem e nem onde) é de facto notório o incómodo de João Bosco da Mota Amaral ao presidir esta Comissão. Nota-se que o escárnio e verborreias proferidas por alguns dos "nossos" representantes democráticos não faz parte da sua cultura política sendo, algumas vezes, obrigado a dar "puxões de orelhas" a meninos mal comportados. Um ex-presidente da Assembleia da República merecia mais - respeito e qualidade.


Continua, assim, a classe política a contribuir para o seu próprio descrédito.


17/05/2010

Era evidente

Escrevi-o em 9 de Abril.
Cavaco Silva confirma-o hoje!

Promulga... mas contrariado!


Afinal, em que é que ficamos?

E assim, se continua a descredibilizar a classe política. É incrível como se continuam a repetir situações destas.

João Galamba, deputado do PS, no programa Parlamento da RTP2 levantou a lebre. O DN aproveitou a deixa:

«Dias antes de acusar o ministro Jorge Lacão de negar a realidade da crise como o ministro da Propaganda de Saddam Hussein negou a derrota na guerra, Miguel Frasquilho, o rosto da bancada do PSD para as questões financeiras, assinou um relatório em que elogia a consolidação das contas públicas do Governo de José Sócrates e diz que a queda do rating da dívida portuguesa não reflecte o estado da economia.

[...]

No relatório com o carimbo da Espírito Santo Research, o vice- -presidente da bancada laranja repete alguns dos argumentos do Executivo que ele próprio vem atacando no Parlamento.

[...]

Frasquilho disse ao DN que subscreve integralmente o relatório e que ele é coerente com as suas posições, mas avisou que "em política não vale tudo". O economista notou que se trata de um relatório internacional, "um documento para fora", e acrescentou: "Não me parece que nesta altura de crise que o País atravessa que devesse usar os mesmos argumentos da arena política."»


Mesmo assim, Miguel Frasquilho diz que «em política não vale tudo». Será? Não e isso que mostra!

Se muita gente já tem dificuldade em acreditar nos políticos, mesmo quando eles são sérios e coerentes com as suas posições, mais difícil será quando são os próprios políticos que colocam em contradição os seus actos.






80ª Feira do Livro de Lisboa - notícia

Uma boa notícia para que gosta de livros...

«Devido a um conjunto de situações atípicas - as condições atmosféricas adversas que se fizeram sentir durante alguns dias, a visita do Papa a Lisboa e as comemorações da vitória do Benfica no Campeonato Nacional - que condicionaram a visita à Feira do Livro de Lisboa, a 80ª Feira do Livro de Lisboa vai ser prolongada até ao próximo dia 23 de Maio.»



15/05/2010

A verdade da mentira

O Diário de Notícias escreveu:

«O Governo quer tranquilizar os mercados. E nas medidas adicionais do Programa de Estabilidade e Crescimento que entregará segunda-feira em Bruxelas inscreveu uma promessa: "implementar um programa de aprofundamento de reformas estruturais", nomeadamente do "mercado de trabalho, em linha com recomendações da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico)]". »


O Governo desmentiu:

«O Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social esclarece que não é intenção do Governo efectuar qualquer nova reforma do mercado de trabalho, no âmbito das medidas do PEC, ao contrário das notícias hoje veiculadas na imprensa.

O Governo já procedeu a uma reforma profunda, no sentido do reforço da adaptabilidade dos mercados de trabalho, expressa através do Código do Trabalho e que reuniu consenso social. Esta reforma foi posteriormente avaliada de forma muito positiva pelas instituições internacionais, incluindo a OCDE.
»


Alguém se esqueceu de avisar no DN que o último relatório da OCDE é de 2009 e não de 2008: «No seu último relatório sobre Portugal, de 2008, a OCDE [...]»


Maurice Duverger, em 1964, escrevia no seu trabalho "Introdução à Política":

«Qualquer facto sensacional faz subir velozmente as tiragens, as audições, as visões e aumenta os lucros. O problema, portanto, é encontrar todos os dias qualquer facto sensacional. Vai-se assim pôr em evidência notícias sem interesse verdadeiro, contando que tenham um embora diminuto lado pitoresco. Se for necessário, aumentam-se os casos anódinos, para lhes dar as honras de grandes títulos de primeira página, o que faz aumentar as vendas. [...] Em política, conduz à dramatização dos problemas para lhes fornecer interesse: excita-se artificialmente o ódio ou o entusiasmo dos povos para fazer subir as tiragens

É incrivel como este autor se mantém bastante actual.


Alguns jornalistas deveriam consultar (se possivel com regularidade) a Lei n.º 1/99 de 13 de Janeiro que Aprova o Estatuto do Jornalista.

É este o nosso "Quarto Poder", com vontade de se transformar num "Contrapoder" mas que não passa dum insignificante agente de escárnio.




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