«Portugal is doing better than Greece in its budget deficit (9.4% of GDP in 2009, compared with 12.7%) and public debt (85% of GDP this year, against 124% in Greece). Unlike Greece, its public accounts are credible and it has a record of taking tough fiscal measures when necessary—between 2005 and 2007, it cut its budget deficit in half, from 6.1% of GDP to 2.6%. A four-year austerity programme to chop the budget deficit again, this time to 2.8% of GDP in 2013, has been adopted.
Again unlike Greece, the centre-left government of José Sócrates is a pioneer of reform. It has linked pensions to changes in life expectancy and introduced incentives for later retirement. According to the European Commission, age-related public spending will rise by only 2.9% of GDP in Portugal over the next 50 years, compared with a euro-area average of 5.1% and a startling 16% in Greece. Despite some public-sector protests, opposition to spending cuts is less noisy than in Greece.
So why are markets fretting over Lisbon’s debt burden (yields on two-year bonds have risen to 4.8%)? And why have such figures as Simon Johnson, a former IMF chief economist, and Nouriel Roubini, a New York economics professor once labelled Dr Doom, said that a Greek-style crisis could infect Portugal?»
In The Economist
«Portugal "is not yet playing in the same league as Greece," says Carsten Brzeski, an economist at ING Bank in Brussels. Portugal's borrowing costs may be rising, but they aren't leading to a pressing liquidity shortfall, as in Greece's case, Mr. Brzeski says.
The yield on Greek 10-year government bonds rose to 8.7% last week from about 7.4% the prior week, prompting Greece's request Friday for an aid package of as much as €45 billion ($60.22 billion) from the European Union and the International Monetary Fund.
Portugal's predicament appears significantly less acute. Its overall public debt is close to 80% of GDP, while's Greece's surpassed 110% of GDP last year.
The Portuguese government is slated to borrow around €20 billion to €22 billion from bond markets this year, less than half of Greece's borrowing needs.
[...]
Portugal also has a better track record than Greece at improving its public finances, even in a weak economic environment.
The EU has officially warned Portugal three times in the past decade for running budget deficits that broke the EU's limit of 3% of GDP.
Under pressure from Germany and France, Lisbon brought its deficit below 3% in 2008, despite persistently weak economic growth that averaged around 0.8% a year from 2002 to 2008.
That experience makes Portugal's promises of budget cuts more credible now, analysts say. Many investors doubt Greece can do the same.»
In The Wall Street Journal...
30/04/2010
26/04/2010
Um heroi esquecido

Capitães de Abril são aos magotes. Nesta altura do ano, um pontapé numa qualquer pedra fará, seguramente, saltar debaixo dela um "Capitão de Abril". Otelo Saraiva de Carvalho, Vasco Lourenço, Melo Antunes, José Costa Neves, Sanches Osório e outros tantos nomes que agora não me lembro pertencem a esta elite militar e a quem devemos a "Liberdade".
Mas desta gente toda, independentemente do motivo, há um que se destaca verdadeiramente e que foi sempre, no meu imaginário infantil, aquele herói que eu gostaria de ter sido na revolução: o "Capitão" Salgueiro Maia!
Foi aquele herói que "deu o corpo às balas". Aquele que esteve na frente. Que enfrentou soldados e polícias armados, carros de combate sempre de forma serena (característica sua!) - a ver pelas imagens de arquivo (fotos e vídeos) e até na voz daqueles que estiveram a seu lado.Não ficou atrás dum telefone ou duma secretária. Não tinha um plano de fuga preparado. Estava lá, no centro da revolta, onde a probabilidade de morrer no confronto era uma hipótese bem real.
Participou, arriscou a sua vida (assim como outros tantos soldados e alguns oficiais) e nunca pediu nada em troca! O Major Maia (promovido só em 1981) deixou-nos cedo demais, traído pela doença, mas ainda assim, nos 18 anos que viveu após a Revolução, soube sempre qual o seu lugar e recusou sempre papeis governativos ou de poder. Se calhar por isso, nunca teve o papel de destaque que merecia.
Portugal, não soube reconhecer em vida, e mesmo depois da sua morte, um dos seus heróis. Provavelmente aquele que teve o papel decisivo na viragem do panorama político e social português.
Este Homem a única coisa que pediu foi uma pensão, e esta foi "recusada" (graças à burocracia, dizem agora) pelo Primeiro-ministro que hoje ocupa o cargo de Presidente da República: Cavaco Silva!
O mesmo que «concordou com a atribuição de pensões a dois ex-inspectores da PIDE, um dos quais estivera envolvido nos disparos sobre a multidão concentrada à porta da sede daquela polícia política, na Rua António Maria Cardoso.»
Pergunto-me frequentemente o que teria sido se, frente a tantas ameaças e riscos naquele dia 25 de Abril de 1974, o carácter e a coragem do "Capitão" Salgueiro Maia não tivesse sido a sua maior arma...
Este, para mim, devia ser o Herói a que a história do 25 de Abril deveria dar maior destaque. Os estrategas da operação são importantes (e Salgueiro Maia também foi um dos estrategas), mas é a quem está no centro da acção, que arrisca a vida por outros, que devemos o nosso maior reconhecimento.
Algumas imagens...
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Salgueiro Maia
Enviado por deltacat. - Veja filmes em destaque e emissoras de televisão inteiras
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Ainda se aguarda pelo verdadeiro reconhecimento desta figura histórica portuguesa. Mas um reconhecimento verdadeiro e sincero. Não de circunstância para tentar arrecadar alguns votos (como o Cavaco Silva o faz agora) ou para fazer esquecer algumas injustiça no passado.
25/04/2010
Foi há 36 anos...
Portugal vivia uma Ditadura e o impulso necessário para que a situação do país sofresse uma alteração dá-se em 13 de Julho de 1973 com a aprovação do Decreto-Lei 353/73 onde era permitida a passagem ao quadro permanente de oficiais milicianos.
Os movimentos clandestinos dos oficiais que se sentiam prejudicados com esta medida do Governo começaram pouco tempo depois. A esse sentimento de insatisfação juntou-se o mal-estar que a Guerra Colonial causava junto dos militares e do povo. E rapidamente, os militares remetem para segundo plano o Decreto-Lei 353/73 assumindo a guerra em África como o aspecto primário no objectivo da vontade de mudança de regime.
O “Movimento dos Capitães” discutiu pela primeira vez, em S. João do Estoril, a hipótese de um Golpe de Estado para derrubar o regime. A primeira tentativa de Golpe de Estado ocorre em 16 de Março de 1974 a partir das Caldas da Rainha acabando por falhar. Esta revolta foi liderada por militares afectos ao General António de Spínola que havia sido demitido das funções de vice-chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, conjuntamente com o General Costa Gomes que exercia o cargo de Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, alegadamente por não terem estado presentes numa cerimónia que visava apoiar o regime.
Na noite de 24 para 25 de Abril pôs-se em marcha uma nova acção militar para tentar derrubar o regime e desta vez com sucesso, chegando mesmo a ocorrer confrontos com tropas contra-revolucionárias.
O Presidente da República e o Governo foram destituídos no dia 25 de Abril pelo MFA [1] que liderou a revolução, e colocou no poder a Junta de Salvação Nacional presidida pelo General António de Spínola.
[1] Este movimento foi inicialmente baptizado de “Movimento dos Capitães” e assumiu as rédeas da Revolução de 1974. Após o Golpe de Estado adoptou oficialmente o nome de “Movimento das Forças Armadas”.
E foi esta a senha para o arranque na noite de 24 de Abril...
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Os movimentos clandestinos dos oficiais que se sentiam prejudicados com esta medida do Governo começaram pouco tempo depois. A esse sentimento de insatisfação juntou-se o mal-estar que a Guerra Colonial causava junto dos militares e do povo. E rapidamente, os militares remetem para segundo plano o Decreto-Lei 353/73 assumindo a guerra em África como o aspecto primário no objectivo da vontade de mudança de regime.
O “Movimento dos Capitães” discutiu pela primeira vez, em S. João do Estoril, a hipótese de um Golpe de Estado para derrubar o regime. A primeira tentativa de Golpe de Estado ocorre em 16 de Março de 1974 a partir das Caldas da Rainha acabando por falhar. Esta revolta foi liderada por militares afectos ao General António de Spínola que havia sido demitido das funções de vice-chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, conjuntamente com o General Costa Gomes que exercia o cargo de Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, alegadamente por não terem estado presentes numa cerimónia que visava apoiar o regime.
Na noite de 24 para 25 de Abril pôs-se em marcha uma nova acção militar para tentar derrubar o regime e desta vez com sucesso, chegando mesmo a ocorrer confrontos com tropas contra-revolucionárias.
O Presidente da República e o Governo foram destituídos no dia 25 de Abril pelo MFA [1] que liderou a revolução, e colocou no poder a Junta de Salvação Nacional presidida pelo General António de Spínola.
[1] Este movimento foi inicialmente baptizado de “Movimento dos Capitães” e assumiu as rédeas da Revolução de 1974. Após o Golpe de Estado adoptou oficialmente o nome de “Movimento das Forças Armadas”.
E foi esta a senha para o arranque na noite de 24 de Abril...
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24/04/2010
Mudança Britânica
Dia 6 de Maio o Reino Unido vai a votos. E, se se confirmarem as sondagens, o bipartidarismo que se verifica há mais de 60 anos corre o risco de ser interrompido.
Previa-se uma disputa entre o Primeiro-ministro demissionário, Gordon Brown, líder dos Trabalhistas, e David Cameron, líder dos Conservadores. Mas Nick Clegg, líder dos Liberais Democratas, surge agora como uma alternativa. Pelo menos, assim mostram as sondagens.
Clegg destacou-se dos seus adversários nos debates (o próximo ocorrerá a 29.04.2010) pelo discurso que rompe com a ideia de continuidade dos Trabalhistas e a ideias de aumentos de impostos e alteração no Sistema Nacional de Saúde propostos pelos Conservadores.
Na semana passada os Liberais Democratas chegaram mesmo a encabeçar os estudos de opinião (33%), seguidos dos Conservadores (32%) e Trabalhistas (26%).
Neste momento é Cameron quem esfrega as mãos: Conservadores 35%, Liberais Democratas 28% e Trabalhistas 27%.
A disputa promete ser renhida até dia 6.
Previa-se uma disputa entre o Primeiro-ministro demissionário, Gordon Brown, líder dos Trabalhistas, e David Cameron, líder dos Conservadores. Mas Nick Clegg, líder dos Liberais Democratas, surge agora como uma alternativa. Pelo menos, assim mostram as sondagens.
Clegg destacou-se dos seus adversários nos debates (o próximo ocorrerá a 29.04.2010) pelo discurso que rompe com a ideia de continuidade dos Trabalhistas e a ideias de aumentos de impostos e alteração no Sistema Nacional de Saúde propostos pelos Conservadores.
Na semana passada os Liberais Democratas chegaram mesmo a encabeçar os estudos de opinião (33%), seguidos dos Conservadores (32%) e Trabalhistas (26%).
Neste momento é Cameron quem esfrega as mãos: Conservadores 35%, Liberais Democratas 28% e Trabalhistas 27%.
A disputa promete ser renhida até dia 6.
21/04/2010
Não há truque que não lucre ao FMI

«Simon Johnson, antigo economista chefe do FMI, considera que Portugal, tal como a Grécia, "corre risco de falência económica" e é hoje um país mais arriscado que a Argentina de 2001.»
Fico com uma dúvida: trata-se de um aviso ou duma angariação de "clientes"?
FMI, uma instituição com puros interesses económicos (desconhecidos) e que "vive" das "falências económicas" dos Estados.
Uma breve consulta histórica sobre a intervenção desta organização privada em diversos países, principalmente na América do Sul, dar-nos-á a capacidade de, pelo menos, questionar a parcialidade deste tipo de "avisos".
Uma excelente iniciação neste tema deve passar sempre pela leitura do livro "Império da Vergonha" de Jean Ziegler.
«Assistimos hoje a um formidável movimento de refeudalização do mundo. Na verdade, o 11 de Setembro de 2001 foi mais do que uma boa oportunidade para George W. Bush alargar o domínio mundial dos Estados Unidos: serviu mesmo para os grandes empórios transcontinentais partilharem entre si os povos do hemisfério sul.
Para conseguirem impor este regime inédito de submissão dos povos aos interesses das grandes companhias privadas, há duas armas de destruição maciça que os senhores do império da vergonha sabem esgrimir de forma admirável: a dívida e a fome. Pelo endividamento, os Estados abdicam da sua soberania; pela fome que daí resulta, os povos agonizam e renunciam à liberdade.
Mas quem são estes cosmocratas? - como lhes chama Jean Ziegler. São senhores que, pouco a pouco, tudo privatizam, inclusive a própria água que depois os povos terão de lhes pagar. Este livro segue a pista dos seus métodos mais dissimulados: aqui regista-se a patente da vida, ali quebram-se as resistências sindicais, além impõe-se pela força a cultura dos OGM (organismos geneticamente modificados).
Sim, o império da vergonha instalou-se sub-repticiamente no planeta. Mas foi precisamente a vergonha que serviu de suporte ao impulso revolucionário de 1789. E a nova revolução está em marcha: insurreições das consciências aqui, insurreições da fome acolá. Só ela pode conduzir à refundação do direito à felicidade, uma velha questão do século XVIII.»
Nota: o título faz parte do refrão da música "FMI" de José Mário Branco.
20/04/2010
A causa dos Terramotos
Esta notícia pode fazer rir alguns. Mas na sua base está um assunto sério!
Não me refiro ao conteúdo propriamente dito da "mensagem" (a origem dos terramotos) mas sim aos métodos utilizados para o exercício poder (seja ele de que tipo for, recompensa, coerção, legitimo, referência ou competência), nomeadamente a utilização da "religião".
É algo que nos deveria fazer pensar.
«A senior Iranian cleric says women who wear revealing clothing and behave promiscuously are to blame for earthquakes.
[...]
"Many women who do not dress modestly ... lead young men astray, corrupt their chastity and spread adultery in society, which (consequently) increases earthquakes," Hojatoleslam Kazem Sedighi was quoted as saying by Iranian media.
[...]
"A divine authority told me to tell the people to make a general repentance. Why? Because calamities threaten us," said Sedighi, Tehran's acting Friday prayer leader.
[...]
Ahmadinejad made his quake prediction two weeks ago but said he could not give an exact date. He acknowledged that he could not order all of Tehran's 12 million people to evacuate. "But provisions have to be made. ... At least 5 million should leave Tehran so it is less crowded," the president said.
Minister of Welfare and Social Security Sadeq Mahsooli said prayers and pleas for forgiveness were the best "formulas to repel earthquakes."
"We cannot invent a system that prevents earthquakes, but God has created this system and that is to avoid sins, to pray, to seek forgiveness, pay alms and self-sacrifice,"».
O resto do artigo aqui.
Não me refiro ao conteúdo propriamente dito da "mensagem" (a origem dos terramotos) mas sim aos métodos utilizados para o exercício poder (seja ele de que tipo for, recompensa, coerção, legitimo, referência ou competência), nomeadamente a utilização da "religião".
É algo que nos deveria fazer pensar.
«A senior Iranian cleric says women who wear revealing clothing and behave promiscuously are to blame for earthquakes.
[...]
"Many women who do not dress modestly ... lead young men astray, corrupt their chastity and spread adultery in society, which (consequently) increases earthquakes," Hojatoleslam Kazem Sedighi was quoted as saying by Iranian media.
[...]
"A divine authority told me to tell the people to make a general repentance. Why? Because calamities threaten us," said Sedighi, Tehran's acting Friday prayer leader.
[...]
Ahmadinejad made his quake prediction two weeks ago but said he could not give an exact date. He acknowledged that he could not order all of Tehran's 12 million people to evacuate. "But provisions have to be made. ... At least 5 million should leave Tehran so it is less crowded," the president said.
Minister of Welfare and Social Security Sadeq Mahsooli said prayers and pleas for forgiveness were the best "formulas to repel earthquakes."
"We cannot invent a system that prevents earthquakes, but God has created this system and that is to avoid sins, to pray, to seek forgiveness, pay alms and self-sacrifice,"».
O resto do artigo aqui.
17/04/2010
A falta que nos fazia...
Notícia de 16.04.2010...
«O Sudexpress que parte esta tarde de Santa Apolónia já está esgotado e o que parte amanhã já só tem meia dúzia de lugares disponíveis, uma situação invulgar nesta altura do ano. Ana Portela da CP, explica que já no caso da ligação Lisboa-Madrid, não se sentem naturalmente grandes alterações.»
em 17.04.2010 a coisa piorou!
«E com o Sud-Express a sair, esgotado, cerca das 16.30 horas de ontem, era também a esperança que desaparecia para centenas de candidatos a passageiros - o comboio partira, mas as filas nas duas únicas bilheteiras em serviço mantinham-se. Para quem ficava, o domínio era o da incerteza, por ser impossível saber quando haveria mais bilhetes de comboio; os rumores corriam de que só na próxima semana haveria lugares disponíveis.»
A falta que nos fazia um TGV... mas isso é só para os países a sério. O nosso ainda não o é...
«O Sudexpress que parte esta tarde de Santa Apolónia já está esgotado e o que parte amanhã já só tem meia dúzia de lugares disponíveis, uma situação invulgar nesta altura do ano. Ana Portela da CP, explica que já no caso da ligação Lisboa-Madrid, não se sentem naturalmente grandes alterações.»
em 17.04.2010 a coisa piorou!
«E com o Sud-Express a sair, esgotado, cerca das 16.30 horas de ontem, era também a esperança que desaparecia para centenas de candidatos a passageiros - o comboio partira, mas as filas nas duas únicas bilheteiras em serviço mantinham-se. Para quem ficava, o domínio era o da incerteza, por ser impossível saber quando haveria mais bilhetes de comboio; os rumores corriam de que só na próxima semana haveria lugares disponíveis.»
A falta que nos fazia um TGV... mas isso é só para os países a sério. O nosso ainda não o é...
16/04/2010
Mais evidências
Depois disto, disto e ainda disto, são mais as percepções do vazio de propostas no PSD.
«[...] estando Portugal bloqueado económica e socialmente, infelizmente nenhum dos nossos problemas se resolve através da alteração, ainda que radical, de meia dúzia de artigos da Constituição.»
Pedro Adão vai mais longe e diz que esse vazio tem o propósito de ofuscar as ideias liberalizadoras de Passos Coelho (e. g. esta). Não parece despropositada esta assumpção visto que assim evitar já o declínio do seu estado de graça.
«Uma agenda privatizadora na saúde e na educação, colocada em termos programáticos revela um apelo que rapidamente se desvaneceria se traduzida em compromissos políticos concretos.
É por isso que a revisão constitucional de Passos Coelho, tendo a virtude de trazer consigo um subtexto que clarificará ideologicamente o espectro partidário português, não passa de um truque para esconder uma agenda política.»
O resto do artigo de opinião aqui.
«[...] estando Portugal bloqueado económica e socialmente, infelizmente nenhum dos nossos problemas se resolve através da alteração, ainda que radical, de meia dúzia de artigos da Constituição.»
Pedro Adão vai mais longe e diz que esse vazio tem o propósito de ofuscar as ideias liberalizadoras de Passos Coelho (e. g. esta). Não parece despropositada esta assumpção visto que assim evitar já o declínio do seu estado de graça.
«Uma agenda privatizadora na saúde e na educação, colocada em termos programáticos revela um apelo que rapidamente se desvaneceria se traduzida em compromissos políticos concretos.
É por isso que a revisão constitucional de Passos Coelho, tendo a virtude de trazer consigo um subtexto que clarificará ideologicamente o espectro partidário português, não passa de um truque para esconder uma agenda política.»
O resto do artigo de opinião aqui.
Calibre político
Os políticos são humanos. E também a eles lhes é concedido o direito de errar, o direito e também o dever dum comportamento social correcto.
Mas, moralmente, devem assumir-se como exemplos, mas exemplos bons.
Este é só mais um exemplo, mas dos maus (ainda que não me surpreenda)!
«Nuno Morais Sarmento foi convidado para uma entrevista na SIC Notícias e lá foi explicar as razões do seu descontentamento. Chegou ao primeiro andar do pavilhão com um ar sério e sereno. O Diabo aconteceu depois. Quando ia a sair do estúdio da SIC deu de caras com Car-los Abreu Amorim, apoiante de Passos Coelho e ex-comentador do CM. Morais Sarmento aproximou-se, encostou--se a Carlos Abreu Amorim e, baixinho, atirou-lhe: "Ainda lhe parto os dentes". Depois foi à sua vida.»
Se tivermos em consideração a "experiência" de Morais Sarmento como boxeador, eu consideraria esta uma ameaça perigosa.
O resto da crónica aqui.
É o calibre político que temos... quando será que a "boa moeda" conseguirá expulsar a "má moeda"?!
Hesito...
Mas, moralmente, devem assumir-se como exemplos, mas exemplos bons.
Este é só mais um exemplo, mas dos maus (ainda que não me surpreenda)!
«Nuno Morais Sarmento foi convidado para uma entrevista na SIC Notícias e lá foi explicar as razões do seu descontentamento. Chegou ao primeiro andar do pavilhão com um ar sério e sereno. O Diabo aconteceu depois. Quando ia a sair do estúdio da SIC deu de caras com Car-los Abreu Amorim, apoiante de Passos Coelho e ex-comentador do CM. Morais Sarmento aproximou-se, encostou--se a Carlos Abreu Amorim e, baixinho, atirou-lhe: "Ainda lhe parto os dentes". Depois foi à sua vida.»
Se tivermos em consideração a "experiência" de Morais Sarmento como boxeador, eu consideraria esta uma ameaça perigosa.
O resto da crónica aqui.
É o calibre político que temos... quando será que a "boa moeda" conseguirá expulsar a "má moeda"?!
Hesito...
15/04/2010
Nunca chegue atrasado
O humor também faz parte da vida.
O velho padre foi homenageado pelos pelos seus 25 anos de trabalho ininterrupto à frente da Paróquia.
O presidente da câmara da região e membro da comunidade, convidado para entregar o presente e proferir um pequeno discurso durante o jantar, atrasou-se.
O sacerdote decidiu proferir umas palavras e disse:
- A primeira impressão que tive da paróquia decorreu da primeira confissão que ouvi. A primeira pessoa que se confessou disse-me que tinha roubado um aparelho de radio, dinheiro aos seus pais, a firma onde trabalhava e tivera aventuras amorosas com a esposa do patrão. Dedicara-se ainda ao tráfico de drogas e até tinha transmitido uma doença à própria irmã.
Fiquei assustadíssimo... Pensei que o bispo me tinha enviado para um lugar terrível. Mas fui confessando mais gente, que em nada se parecia com aquele homem... Constatei a realidade de uma Paróquia cheia de gente responsável,com valores, comprometida com a sua fé.
Vivi aqui os 25 anos mais maravilhosos do meu Sacerdócio.
Nesse momento, chegou o político e o padre passou-lhe então a palavra.
O autarca, depois de pedir desculpas pelo atraso, disse:
- Nunca vou esquecer o dia em que o sr. padre chegou à nossa Paróquia. Como poderia? Tive a honra de ser o primeiro a confessar-me!
Moral da história: NUNCA CHEGUE ATRASADO!
O velho padre foi homenageado pelos pelos seus 25 anos de trabalho ininterrupto à frente da Paróquia.
O presidente da câmara da região e membro da comunidade, convidado para entregar o presente e proferir um pequeno discurso durante o jantar, atrasou-se.
O sacerdote decidiu proferir umas palavras e disse:
- A primeira impressão que tive da paróquia decorreu da primeira confissão que ouvi. A primeira pessoa que se confessou disse-me que tinha roubado um aparelho de radio, dinheiro aos seus pais, a firma onde trabalhava e tivera aventuras amorosas com a esposa do patrão. Dedicara-se ainda ao tráfico de drogas e até tinha transmitido uma doença à própria irmã.
Fiquei assustadíssimo... Pensei que o bispo me tinha enviado para um lugar terrível. Mas fui confessando mais gente, que em nada se parecia com aquele homem... Constatei a realidade de uma Paróquia cheia de gente responsável,com valores, comprometida com a sua fé.
Vivi aqui os 25 anos mais maravilhosos do meu Sacerdócio.
Nesse momento, chegou o político e o padre passou-lhe então a palavra.
O autarca, depois de pedir desculpas pelo atraso, disse:
- Nunca vou esquecer o dia em que o sr. padre chegou à nossa Paróquia. Como poderia? Tive a honra de ser o primeiro a confessar-me!
Moral da história: NUNCA CHEGUE ATRASADO!
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