Ora toma e embrulha!
E quem fala assim não é gago... é mais para o teimoso!
28/02/2010
27/02/2010
Quem disse foi: Basílio Horta

«Agora estamos mesmo a passar um período que, se não é loucura, é muito próximo dela. Mais grave do que loucura é haver alguma inconsciência. Já não falando no Estado de Direito, qualquer Estado se baseia no mínimo respeito pelas instituições. E o que está a acontecer em Portugal, nesta altura, é que o primeiro-ministro é objecto, na Assembleia e fora dela, de ataques pessoais.»
[...]
«E temos em carteira investimentos importantes, espero que não sejam prejudicados com este tipo de imagem externa que estamos a dar. Já começámos a ser prejudicados no 'rating' da República. E discursos dizendo que Portugal não é um Estado de Direito no Parlamento Europeu, na presença de jornalistas de todo o mundo, não ajuda nada no nosso trabalho, nem o país.»
[...]
«O senhor primeiro-ministro não é arguido, não é testemunha, não é nada. A análise e críticas políticas não se podem basear permanentemente num ataque pessoal.»
[...]
«Se os partidos da oposição não querem substituir o primeiro-ministro, então respeitem-no.»
[...]
«O que era importante era que se houvesse alguma iniciativa para estabilizar, que lhe desse um horizonte, que fizesse o Governo preocupar-se a 90%, para não dizer a 100%, com os negócios de Estado e não perdesse tempo com críticas e ataques que têm a ver com a actuação política das pessoas, que resulta de meios de legitimidade duvidosa.»
[...]
«A fase que estamos a viver é atípica. Se o Governo não tivesse lançado um plano de apoio às empresas teríamos um problema gravíssimo.»
[...]
(E agora para desmistificar algumas afirmações de líderes políticos)
«O que está previsto é inteligente. Ou seja, o crédito é dado [a empresas com dívidas] uma parte para pagar a dívida e outra para a empresa. Ou seja, o Estado não abdica de cobrar o que lhe é devido mas não inviabiliza a empresa de ter o seu crédito.»
O resto da entrevista (muito interessante) ao presidente da Associação para o Investimento e Comércio Externo de Portugal pode ser lida na edição de sábado do Diário Económico (no suplemento Outlook)
Ed Ulbrich: How Benjamin Button got his face
Não vi o filme. Este pequeno vídeo (cerca de 18 minutos) fez despertar a curiosidade, pela tecnologia envolvida e pioneira.
26/02/2010
Homenagem a Bocage
Soneto do Pau Decifrado
É pau, e rei dos paus, não marmeleiro,
Bem que duas gamboas lhe lobrigo;
Dá leite, sem ser árvore de figo,
Da glande o fruto tem, sem ser sobreiro:
Verga, e não quebra, como zambujeiro;
Oco, qual sabugueiro tem o umbigo;
Brando às vezes, qual vime, está consigo;
Outras vezes mais rijo que um pinheiro:
À roda da raiz produz carqueja:
Todo o resto do tronco é calvo e nu;
Nem cedro, nem pau-santo mais negreja!
Para carualho ser falta-lhe um U;
Adivinhem agora que pau seja,
E quem adivinhar meta-o no cu.
É pau, e rei dos paus, não marmeleiro,
Bem que duas gamboas lhe lobrigo;
Dá leite, sem ser árvore de figo,
Da glande o fruto tem, sem ser sobreiro:
Verga, e não quebra, como zambujeiro;
Oco, qual sabugueiro tem o umbigo;
Brando às vezes, qual vime, está consigo;
Outras vezes mais rijo que um pinheiro:
À roda da raiz produz carqueja:
Todo o resto do tronco é calvo e nu;
Nem cedro, nem pau-santo mais negreja!
Para carualho ser falta-lhe um U;
Adivinhem agora que pau seja,
E quem adivinhar meta-o no cu.
Tragédia na Madeira
Este pequeno excerto do programa Biosfera data de Abril de 2008.
Será que este vídeo mostra que há "adivinhos" ou (contrariando as palavras de Alberto João Jardim) que há, de facto, pessoas com «formação», que «percebem do que falam» e que afinal tudo o que ele construiu contribuiu para aquilo que ali (infelizmente) se passou.
Cada vez mais me convenço que, em contradição com o que diz AJJ, o que ali se passou podia ter tido menor dimensão não fosse grande parte das obras que ele ali realizou.
Continuam-se a cometer este tipo de erros sistematicamente. Penso que quem detém o poder terá que perceber que muitas das vezes as pessoas quando se mostram contra algumas das ideias ou concretizações não é só para serem do contra ou para embirrar. Alguns até percebem e sabem do que falam.
Vamos ver se desta vez alguém aprende alguma coisa. Que a desgraça das pessoas que ali padeceram ou que se viram despojadas dos seus pertences sirva, pelo menos, para alertar algumas consciências.
Hesito...
Será que este vídeo mostra que há "adivinhos" ou (contrariando as palavras de Alberto João Jardim) que há, de facto, pessoas com «formação», que «percebem do que falam» e que afinal tudo o que ele construiu contribuiu para aquilo que ali (infelizmente) se passou.
Cada vez mais me convenço que, em contradição com o que diz AJJ, o que ali se passou podia ter tido menor dimensão não fosse grande parte das obras que ele ali realizou.
Continuam-se a cometer este tipo de erros sistematicamente. Penso que quem detém o poder terá que perceber que muitas das vezes as pessoas quando se mostram contra algumas das ideias ou concretizações não é só para serem do contra ou para embirrar. Alguns até percebem e sabem do que falam.
Vamos ver se desta vez alguém aprende alguma coisa. Que a desgraça das pessoas que ali padeceram ou que se viram despojadas dos seus pertences sirva, pelo menos, para alertar algumas consciências.
Hesito...
25/02/2010
Investigação... mais ou menos!

Agora já percebo porque é que a Felícia Cabrita disse na Comissão de Ética que para enganar a judiciária, os escutados mudaram radicalmente o discurso para tentar envolver Manuela Ferreira Leite e Cavaco Silva.
Mas será que era mesmo para enganar a polícia? Os escutados começaram mesmo a inventar histórias para desviar atenções?
Não é isso que parece resultar da notícia do DN hoje:
«Ferreira Leite confirma que sabia do negócio PT/TVI»
Impressão minha ou começam a verificar-se algumas contradições na pseudo-investigação da Sra. pseudo-jornalista com um prémio de carreira?
Ui... querem lá ver!?
Começo a ficar ansioso pelo desfecho...
O resto da notícia aqui.
22/02/2010
Momento de reflexão I
«A Força não faz aumentar a Razão ou Direito; mas talvez seja impossível passar sem ela para conseguir que a Razão e o Direito sejam respeitados»
Louis Antoine Léon de Saint-Just (25.08.1767 - 28.07.1794)
21/02/2010
Alguém vai ter que se retratar
Paulo Rangel disse:
«Da forma que estamos a andar, Portugal já não é um Estado de direito, é um Estado de direito formal onde o Primeiro-Ministro se limita a formalidades, a procedimentos e formalismos e não quer dar explicações substanciais.»
Pinto Monteiro (Procurador Geral da República) escreveu:
«Não encontrei, nem nenhum dos magistrados que comigo colaboraram encontraram indicios que apontem para o cometimento do crime de atentado ao Estado de Direito, que não foi certamente previsto para casos como este.
[...]
Eventuais propostas, sugestões, conversações sobre negociações que, hipoteticamente, tenham existido no caso em apreciação, não têm idoineidade para subverter o Estado de Direito. Poderão ter várias leituras nos planos político, social ou outros, mas isso não corresponde, necessariamente, à constituição de crime.
[...]
Escutas essas julgadas criminalmente irrelevantes.
[..]
... não existem quaisquer indícios juridicamente relevantes e válidos que apontem para a existência de um atentado ao Estado de Direito.
[...]
... a divulgação total e completa das escutas (e não partes ou arranjos), se fosse permitida - que não é - mostraria que não existem indicios de crime contra o Estado de Direito.
[...]
É também importante dizer que o chamado caso das escutas, no processo Face Oculta, é neste momento meramente político. Pretende-se conseguir determinados fins políticos utilizando para tal processos judiciários e instituições competentes.»
Parece-me que alguém quis "romper" e acabou borrar a pintura toda. Há alguém que se precisa de retratar!
Hesito...
«Da forma que estamos a andar, Portugal já não é um Estado de direito, é um Estado de direito formal onde o Primeiro-Ministro se limita a formalidades, a procedimentos e formalismos e não quer dar explicações substanciais.»
Pinto Monteiro (Procurador Geral da República) escreveu:
«Não encontrei, nem nenhum dos magistrados que comigo colaboraram encontraram indicios que apontem para o cometimento do crime de atentado ao Estado de Direito, que não foi certamente previsto para casos como este.
[...]
Eventuais propostas, sugestões, conversações sobre negociações que, hipoteticamente, tenham existido no caso em apreciação, não têm idoineidade para subverter o Estado de Direito. Poderão ter várias leituras nos planos político, social ou outros, mas isso não corresponde, necessariamente, à constituição de crime.
[...]
Escutas essas julgadas criminalmente irrelevantes.
[..]
... não existem quaisquer indícios juridicamente relevantes e válidos que apontem para a existência de um atentado ao Estado de Direito.
[...]
... a divulgação total e completa das escutas (e não partes ou arranjos), se fosse permitida - que não é - mostraria que não existem indicios de crime contra o Estado de Direito.
[...]
É também importante dizer que o chamado caso das escutas, no processo Face Oculta, é neste momento meramente político. Pretende-se conseguir determinados fins políticos utilizando para tal processos judiciários e instituições competentes.»
Parece-me que alguém quis "romper" e acabou borrar a pintura toda. Há alguém que se precisa de retratar!
Hesito...
20/02/2010
Uma grande cabeçada
Muito interessante o artigo de opinião de Nicolau Santos no Expresso (Economia) da semana passada (13/02/2010) sobre a reviravolta das agências de rating nas opiniões emitidas sobre Portugal.
«[...] de um dia para o outro, aquilo que o ministro das Finanças e alguns esforçados escribas andavam a dizer - que nós não somos a Grécia - entrou nas duras cabecinhas dessa gente, do comissário europeu Joaquín Almunia às agências de rating e aos analistas que têm uma abóbora na cabeça e uma calculadora dentro dela. E não só entrou, como justificam agora porque é que mudaram de posição. »
O resto pode ser lido aqui.
«[...] de um dia para o outro, aquilo que o ministro das Finanças e alguns esforçados escribas andavam a dizer - que nós não somos a Grécia - entrou nas duras cabecinhas dessa gente, do comissário europeu Joaquín Almunia às agências de rating e aos analistas que têm uma abóbora na cabeça e uma calculadora dentro dela. E não só entrou, como justificam agora porque é que mudaram de posição. »
O resto pode ser lido aqui.
Conjugação verbal ou acordo ortográfico?
O nosso PR ganhou o hábito de surpreender a malta.
Ora é o mastigar dum "bolo-rei", ora é um discurso que o povo não compreende (e ainda falavam do Sampaio).
Agora saiu-se com uma nova conjugação do verbo "fazer":
«Há uma coisa que um Presidente da República nunca pode fazer que é de comentar em público a vida dos partidos políticos. Nunca o fiz, não faço, nem FAÇAREI. [...]»
A TSF tem o registo fonográfico aqui.
Lapso ou será que isto também já faz parte do novo acordo ortográfico?!
Haja ainda alguém na política que nos faça rir de vez em quando.
"Xôr" Presidente, descanse, todos nós de vez em quando, pelo menos uma vez na vida, assassinamos a língua portuguesa.
Ora é o mastigar dum "bolo-rei", ora é um discurso que o povo não compreende (e ainda falavam do Sampaio).
Agora saiu-se com uma nova conjugação do verbo "fazer":
«Há uma coisa que um Presidente da República nunca pode fazer que é de comentar em público a vida dos partidos políticos. Nunca o fiz, não faço, nem FAÇAREI. [...]»
A TSF tem o registo fonográfico aqui.
Lapso ou será que isto também já faz parte do novo acordo ortográfico?!
Haja ainda alguém na política que nos faça rir de vez em quando.
"Xôr" Presidente, descanse, todos nós de vez em quando, pelo menos uma vez na vida, assassinamos a língua portuguesa.
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